13/02/12

Pensamento do dia: Motivação


" É necessário que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer borboletas" A Rosa - Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe pode ser livro de livro de miss, de criança, do que for, mas nenhum dos muitos textos de blogs de empreendedorismo me fez pensar tanto sobre o meu negócio como essa frase. Essa simples frase.
Todos nós queremos as borboletas, quando abrimos um negócio próprio é somente nelas que pensamos. Aliás, pensamos que só de semear num jardim qualquer IMEDIATAMENTE vai encher de borboletas. Aí plantamos e vemos que não é bem assim que funciona. E aí chegam as larvas. Como aguentar as larvas quando se está sozinho? Será que dá pra aguentar? Ou melhor, será que vale a pena aguentar por um negócio onde praticamente só você, no máximo seus pais e amigos beeeeeeeem próximos acreditam também?
É frase de reflexão, frase de motivação. E eu escolhi que quero sim as borboletas.

Dá uma olhada no meu jardim: www.mariabarraqueira.com ;-)

07/02/12

O futuro do artesanato




Essa semana li uma reportagem muito bacana na revista Casa & Jardim sobre "O Futuro do Artesanato". O que mais me chamou atenção foi o fato de - finalmente - uma revista que remete bom goto, falar sobre isso. Não gosto muito da palavra artesanato, e sinceramente nunca atribuo ela ao meu negócio (www.mariabarraqueira.com) porque acho um termo depreciativo, infelizmente as pessoas fazem qualquer coisa, põe o nome de artesanato e pronto. E não é por aí, tem muita - muita mesmo- coisa bem feita, criativa por aí. Um viva a internet que nos permite conhecer isso tudo. Voltando a matéria da revista, fiquei feliz por ver a Casa & Jardim apontando o comportamento de consumo do produto artesanal, individual, que chega até a ser exclusivo muitas vezes. Gostei por ver que finalmente as pessoas estão querendo fugir um pouco da industrialização, se libertar um pouco das fôrmas. O povo brasileiro é tão poli-valente, cria tanto na adversidade, que é uma ótima oportunidade pra quem sabe fazer bem um trabalho manual. E não é porque a revista é sobre decoração que a a tendência apontada se restrinja ao tema, comportamento de consumo vale para muitas, se não todas as áreas.

Chega de blá blá blá, segue a matéria.

Tudo o que é feito a mão carrega a energia e a impressão digital de quem o fez. É nisso que acredita Adélia Borges, curadora, escritora e professora de História da Arte na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na Escola São Paulo. Sua paixão pelo artesanato surgiu na infância e foi uma premissa importante na escolha de sua profissão: há quase 30 anos, estuda a história do design. Daí surgiu o livro Design + Artesanato: o caminho brasileiro (Editora Terceiro Nome). Em suas 240 páginas, narra a questão da aproximação dessas duas artes, que antes não se relacionavam e hoje se complementam. Confira, abaixo, uma conversa com a autora. 

Casa e Jardim: Qual é a sua relação com o artesanato?
Adélia Borges:
 Desde pequena eu me lembro de gostar de objetos feitos a mão. São peças utilitárias, que estão no nosso dia a dia e às vezes a gente nem se dá conta. Uma cortina, por exemplo, que foi feita pelas mãos de alguém, é única. Ninguém tem uma como a sua. Mesmo feita em série, terá pequenas marcas e imperfeições que a tornam uma peça única. Cecília Meireles, grande poeta e escritora, falava muito da boniteza torta desses objetos. Eles não são totalmente certinhos, e isso é lindo. 

CJ: Você acredita que esses objetos transmitem a energia de quem os fez?
AB:
 Com certeza. Octavio Paz, escritor mexicano e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1990, diz que o objeto artesanal traz a impressão digital de quem o fez. Para mim, essas peças transcendem sua utilidade e transportam sentimento. 


CJ: O Brasil é um país rico em recursos naturais e berço de um povo cheio de criatividade. Por que ainda há preconceito com essas peças feitas a mão?
AB: 
Isso vem de uma sociedade escravocrata, na qual o fazer a mão não é bem-visto. Aliás, somente o ócio é bem-visto por aqui. Mas esse preconceito histórico está diminuindo. Tudo o que diz respeito ao concreto e ao real está crescendo no mundo contemporâneo. 

CJ: Alguns designers, como os Irmãos Campana, unem o artesanato aos objetos de design – como a estante Cabana, feita com tiras de ráfia. Você acha que essa mistura é uma tendência?
AB:
 Sim, no mundo todo. Em alguns países essa tradição sempre será maior – como é o caso do Brasil, do México, da Guatemala e da Índia. Já em países europeus, em que a produção industrial predomina, há um grande consumo dessa tendência – como mostra o sucesso dos Campana.

CJ: Outra tendência que podemos perceber é de que as pessoas estão voltando a sua atenção para as raízes familiares, para o introspecto. Isso reflete na casa, que tem mais objetos com história, como peças de família e o artesanato. Como você explica isso?
AB:
 Somos cidadãos do mundo, o que nos traz uma necessidade grande de pertencer a algum lugar. Isso reflete na decoração da casa, pois são os objetos que nos ancoram e trazem um sentimento de pertencimento.


Se você quer conhecer um produto artesanal, handmade como dizem os gringos, bem bacana, passa lá na loja da Maria Barraqueira e conheça nosso trabalho ;-) www.mariabarraqueira.com